Sumários 2010/2011

Anunciamos a próxima edição do nº4, do Boletim «Pro Phalaris» – 2º semestre de 2011, com distribuição prevista para o final do mês de Janeiro de 2012.

A rubrica “Memórias Iconográficas” é dedicada ao Rei Dom Miguel I, num magnífico retrato de corpo inteiro, ostentado diversas condecorações, nomeadamente as Bandas e Placas de Grã-Cruz das Três Ordens Militares, da Ordem da Torre e Espada, da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, da Ordem de Carlos III, e um soberbo Colar e Insígnia da Ordem do Tosão d’Ouro (colecção particular).

Como habitualmente, Humberto Nuno de Oliveira, Presidente da Direcção da A.F.P. assina o Editorial e, dois artigos, o primeiro, sobre a mais recente Associação de Falerística Europeia – Sociedade de Falerística da Eslováquia e, o segundo sob o título – Legislação, Práticas e Disparates, com comentário crítico acerca de recentes práticas de registo de autorização de uso de condecorações estrangeiras por cidadãos português à luz da nova Lei das Ordens Honoríficas, que entrou em vigor em 9 de Março de 2011.

O artigo de fundo, profusamente ilustrado, é da autoria do Secretário da AFP – Paulo Jorge Estrela dedicado à Real Ordem Militar de S. Bento de Aviz (1894-1910), com uma análise dos objectivos da Reforma e das principais alterações introduzidas, designadamente nas insígnias e nas regras para o seu uso. O trabalho é ainda enriquecido com quadros estatísticos das concessões feitas naquele período, por graus e datas de agraciamento, a nacionais e a estrangeiros e, quanto a estes últimos por nacionalidades. Uma posterior análise e confronto destes preciosos dados, produto de intenso e exaustiva recolha de dados feita pelo Autor, permitirá retirar conclusões sobre a política de agraciamento de militares no final do regime monárquico.

De novo conta o Boletim da A.F.P. com a valiosa colaboração de um ilustre falerista Belga – o Coronel Tirocinado de Estado-Maior Eric Tripnaux, sobre a Grã-Cruz da Ordem de Leopoldo, da Bélgica,  atribuída a D. Luís, Duque do Porto, cujas insígnias se encontram depositadas no Palácio da Ajuda e foram já várias vezes expostas figurando em Catálogos de exposições. O Autor com a sua vasta erudição, narra as circunstâncias históricas da atribuição deste agraciamento pelo Rei Leopoldo I, dos Belgas e, analisa a provável autoria das respectivas insígnias, bem como a sua proveniência, adiantando dados inéditos e praticamente desconhecidos em Portugal. Trata-se de facto, de um inestimável contributo para o estudo da nossa Falerística.

Na rubrica «Recensões Bibliográficas», a primeira, da autoria de José Vicente de Bragança versa sobre um interessante artigo de Gustavo TRACCHIA Piedrabuena. Las Medalhas, Condecoraciones y Banderas, in «Trastámara», nº 1, Jan-Jun 2008, publicação em linha: http://www.everyoneweb.es/, abordando a candente questão do estatuto da Falerística como ciência auxiliar da história, considerada muito pertinente e merecedora de reflexão e aprofundamento futuro.

A segunda recensão, da autoria Paulo Jorge Estrela, versa sobre o livro The Sea Gallantry Medal, Londres,  Orders and Medals Research Society, 2010. A Sea Gallantry Medal, um termo genérico que designa 2 medalhas britânicas destinadas a premiarem serviços de salvamento no mar: a Sea Gallantry Medal, que é concedida pelo Board of Trade e que se destina ao pessoal que serve a bordo dos navios britânicos e a Sea Gallantry Medal (Foreign Services) que é concedida pelo Foreign Office (sob proposta do referido Board of Trade) e que se destina às tripulações de navios estrangeiros que auxiliem navios ou súbditos britânicos. Como é evidente, por se tratarem de medalhas diferentes, usam fitas de suspensão diferentes.

No verso da contracapa, na rubrica «Guia de Falerística Portuguesa», uma Ficha sobre a Medalha da Defesa Nacional com traduções em Inglês e Francês.

Com 36 páginas e ilustração a cores o Boletim inclui ainda a habitual rubrica «To Our Members Abroad * Pour Nos Amis du Monde Entier» com Sumários em Inglês e Francês, em atenção aos nossos associados e amigos estrangeiros.

Anunciamos a próxima edição do nº 3, do Boletim «Pro Phalaris» – 1º semestre de 2011, com distribuição prevista para o final do mês de Setembro.

A rubrica “Memórias Iconográficas” é dedicada ao Marechal-General João Carlos de Saldanha Oliveira e Daun, 1º duque de Saldanha (1790 – 1876), veterano da Guerra Peninsular, das Campanhas de Montevideu e da Guerra Civil, estadista e Embaixador, figura marcante do século XIX, com um retrato exibindo as suas numerosas condecorações (v. lista na p. 18) entre as quais, figuram as insígnias Grã-Cruz da Ordem da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito (“reformada”, em 1832), que lhe foi concedida por D. Pedro, duque de Bragança e, a placa de Comendador da Ordem da Torre e Espada, fundada por el-rei D. João VI, em 1808.

Como habitualmente, Humberto Nuno de Oliveira, Presidente da Direcção da A.F.P. assina o Editorial e, um artigo sobre o V Encontro Europeu de Associações de Falerística, organizado pela Associação Dinamarquesa – O.M.S.D., realizado em 27-29 de Maio, em Copenhaga e, no qual, a A.F.P. esteve representada por ele próprio e, pelo académico Paulo Estrela. Amplamente ilustrado com fotografias dos vários eventos, o artigo inclui um relato detalhado dos eventos constantes do Programa.

O artigo de fundo, igualmente profusamente ilustrado e originalmente escrito em Francês, é assinado por Guy Deploige, do Musée Royal de l’Armée, de Bruxelas – A Concessão das Cruzes de Guerra de Portugal e da Bélgica aos seus Soldados Desconhecidos.

Os académicos Leonildo Ponce de Almeida e Paulo Estrela assinam um artigo abordando uma temática que se integra numa temática da Falerística, pouco estudada e referida, que designam por «Prémios de Empresa». Trata-se de um conjunto diversificado de insígnias, pertencentes às colecções dos AA., concedidas por empresas de vários tipos, públicas e privadas, para premiar serviços prestados pelos seus colaboradores, e sobre as quais existe pouca informação. Este tipo de insígnias, amiúde menosprezado pelos coleccionadores e até pelas famílias dos condecorados, constitui, não obstante, parte integrante do universo da Falerística e, a intenção dos AA com este artigo, repleto de imagens deste tipo de insígnias, é a de que o mesmo possa servir como um pequeno guia para futuros interessados.

Num segundo artigo – O Instituto dos Pupilos do Exército – uma abordagem falerística por ocasião do Centenário da sua fundação – o académico Rui Vargas, antigo aluno, fala-nos com indisfarçável orgulho, sobre a história desta importante instituição, fundada nos primórdios da I República, recordando as datas e os eventos mais destacados da vida do Instituto, bem como o sucesso profissional alcançado por numerosos antigos alunos, nas Forças Armadas e na vida civil. E, a pretexto da comemoração do I Centenário da fundação do IPE, o A. descreve as numerosas e honrosas condecorações e medalhas concedidas ao seu Estandarte ao longo de um século, tornando-a uma das instituições militares mais condecoradas.

Na rubrica «Recensões Bibliográficas», a primeira versa sobre um interessante artigo da Arqueóloga Dra. Mariana Jacob Teixeira, sobre As medalhas da colecção Vitorino Ribeiro, in «Boletim da Liga dos Amigos do Museu Militar do Porto 2008-2010», nº 9, 2011, pp. 61-98. O artigo, além de uma breve biografia do Pintor Vitorino Ribeiro, dá-nos a história, a génese da colecção e da sua aquisição pelo Museu Militar do Porto, limitando porém o seu objectivo á análise de 23 medalhas, excluindo pois as insígnias de ordens honoríficas. A colecção, rica em peças da Guerra Peninsular e das Campanhas da Liberdade é devidamente descrita incluindo uma análise das técnicas de fabrico das medalhas – processos de fundição ou de cunhagem, abertura de cunhos, os materiais utilizados no fabrico de «medalhas», e as respectivas ligas de metais utilizadas e, as fitas de suspensão. Pelo seu ineditismo, constituindo um meritório contributo para o estudo e divulgação de uma colecção patente num dos Museus Militares, o artigo merece a atenção dos amadores da Falerísitica.

A segunda recensão, da autoria de Humberto Nuno de Oliveira, versa sobre o recente livro «El-Rei D. João VI e a Ordem da Torre e Espada (1808-1826)», 2011, do académico José Vicente de Bragança, cuja edição foi apoiada pela Academia. HNO sublinha a importância deste estudo, não só pela à escassez dos estudos sobre falerística em Portugal como também, devido ao tema escolhido e à aturada e minuciosa investigação empreendida para a sua elaboração. De seguida, analisa o conteúdo dos dez capítulos que antecedem as conclusões, que considera bem estruturados e cobrindo todos os aspectos relacionados com a fundação e o desenvolvimento da Ordem da Torre e Espada, incluindo um detalhado resumo em Inglês. O autor da recensão concede particular destaque aos capítulos dedicados à tipologia das insígnias e dos seus fabricantes, considerando serem um relevante contributo para o combate contra as fraudes e as falsificações; ao capítulo cinco analisando dados estatísticos das concessões da ordem, que igualmente constitui um valioso contributo não só para o estudo da falerística como para o de outras ciências auxiliares da História; o capítulo 8 dedicado ao papel da Mesa da Consciência e Ordens na Ordem da Torre e Espada; e ao capítulo 9, ilustrado com gráficos e quadros, oferecendo um retrato completo e detalhado dos agraciados com a Ordem da Torre e Espada, incluindo uma análise comparativa com os agraciamentos em igual período com as três antigas ordens militares. HNO conclui considerando o livro como um importantíssimo contributo para a história global da Ordem da Torre e Espada, que importa ainda fazer.

No verso da contracapa, na rubrica «Guia de Falerística Portuguesa», uma Ficha sobre a Medalha de Mérito Corporativo e do Trabalho, com traduções em Inglês e Francês.

Com 36 páginas e ilustração a cores o Boletim inclui ainda a habitual rubrica «To Our Members Abroad * Pour Nos Amis du Monde Entier» com Sumários em Inglês e Francês, em atenção aos nossos associados e amigos estrangeiros.

O Nº 2 do Boletim «Pro Phalaris», 2º Semestre, 2010, será distribuído aos académicos em Fevereiro próximo.

O nosso Director – Humberto Nuno de Oliveira assina o Editorial e um artigo fazendo o balanço do memorável IV Encontro Europeu, organizado pela Academia, intitulado – Memória do IV Encontro Europeu de Sociedades Falerísticas (Lisboa, 21 a 24 de Outubro de 2010). Amplamente ilustrado com fotografias dos vários eventos e dos participantes, o artigo inclui lista dos participantes e um relato detalhado dos eventos constantes do Programa.

O artigo de fundo é assinado por Paulo Jorge Estrela versando sobre a Medalha do Corpo de Atiradores Belgas (1834) incluindo uma análise sobre outras medalhas similares, uma das quais o A. não considera ser uma condecoração, baseado, entre outras, em fontes do Arquivo Histórico Militar e do Musée Royal de l’Armée, de Bruxelas. O artigo é enriquecido com a reprodução de um retrato do Comandante Le Charlier e, com imagens das medalhas, de diploma de concessão e de uma Carta Patente (com as respectivas traduções).

Na rubrica «Recensões Bibliográficas» incluem-se recensões de dois artigos do académico António PRIETO BARRIO um sobre «Condecoraciones Carlistas y del Requeté» e outro, em co-autoria com o Dr. Francisco Javier HERNÁNDEZ NAVARRO, intitulado «Una gran desconocida: la Orden Militar de la Constancia del Protectorado Español en Marruecos (1946-1957)», já publicadas neste Portal. A terceira é da autoria de Humberto Nuno de Oliveira e versa sobre um livro recentemente publicado em Colónia Eckart HENNING // Dietrich HERFURTH. Orden & Ehrenzeichen. Handbuch der Phaleristik.

Finalmente, publica-se o Programa provisório do V Encontro Europeu de Sociedades de Falerística que terá lugar e, Copenhaga, de 27-29 de Maio de 2011, organizado pela nossa congénere dinamarquesa – a Ordenshistorisk Selskab.

No verso da contracapa, na rubrica «Guia de Falerística Portuguesa», uma Ficha sobre a Medalha dos Correios e Telégrafos, criada em 1898, com traduções em Inglês e Francês.

Com 36 páginas e ilustração a cores e, a rubrica «To Our Members Abroad * Pour Nos Amis du Monde Entier» com Sumários em Inglês e Francês, em atenção aos nossos associados e amigos estrangeiros.

O Nº 1 do Boletim «Pro Phalaris», 1º Semestre, 2010, será distribuído aos académicos em Outubro próximo e, aos participantes estrangeiros do IV Encontro Europeu de Associações de Falerística, Lisboa, 21-24 de Outubro de 2010.

Para além do Editorial do Director – Humberto Nuno de Oliveira, e de um artigo sobre a génese da Academia Falerística de Portugal do mesmo autor, este número 1, do Boletim, inclui artigos de Paulo Jorge Estrela, sobre a Cruz de Guerra de 1917 e a sua concessão a estrangeiros com um Medal Roll inédito; de José Vicente de Bragança e Paulo Jorge Estrela sobre um acontecimento falerístico esquecido – a troca de condecorações entre o Príncipe-Regente D. João e o Imperador Napoleão I no ano de 1805 e, um artigo de Dom Vasco Teles da Gama com reflexões sobre insígnias não oficiais da Ordem de S. Bento de Avis, que há muito intrigam os apaixonados pela falerística.
No verso da contracapa, dando início a uma rubrica que se pretende regular, uma Ficha sobre a Medalha de Vasco da Gama, com texto também em Inglês e Francês.
Com 32 páginas e ilustração a cores e, Sumários em Inglês e Francês, em atenção aos nossos associados e amigos estrangeiros.

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