Sumários 2012/2013

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A rubrica “Memórias Iconográficas” é dedicada a SAIR o Príncipe Dom Luís Filipe Maria Fernando Gastão de Orleães (28.04.1842 – 28.08.1922), Príncipe Imperial Consorte do Brasil, conde d’Eu, Marechal do Exército Imperial Brasileiro, Conselheiro de Estado, marido de SAIR a Princesa D. Isabel Maria de Bragança, Imperatriz do Brasil, de jure e, filho do Príncipe Luís de Orléans, duque de Nemours. Retrato do Príncipe envergando o uniforme de Marechal do Exército Imperial, com várias condecorações, pelo fotógrafo Alberto Henschel, c. 1882, proveniente dos Arquivos de Casa Imperial do Brasil cuja publicação foi autorizada por SAIR o Príncipe D. Luiz de Orléans e Bragança, Chefe da Casa Imperial e Real do Brasil.

O artigo de fundo – Medalha de Dedicação e Mérito no Ultramar. Uma Condecoração, Duas Identidades – é da autoria do Académico Fundador Paulo Jorge Estrela. Medalha criada em meados do século XX no âmbito do Ministério das Colónias, práticamente desconhecida pelos coleccionadores e amantes de falerística. O artigo debruça-se ainda sobre as medalhas genericamente chamadas de ‘medalhas de bons serviços no ultramar’, cujas origens remontam a 1891, no reinado de D. Carlos I com a criação da Medalha de Serviços Distintos no Ultramar, com duas classes, com alterações sob a I República, em 1913 e, de novo regulamentada em 1946, com a criação de uma classe adicional apelidada Medalha de Dedicação e Mérito no Ultramar.

Os Académicos Fundadores Humberto Nuno de Oliveira, José Vicente de Bragança e Paulo Jorge Estrela assinam o artigo sobre a Medalha da Academia Falerística de Portugal, analisando a sua génese, concepção e execução, no decurso de 2013, os seus fins, categorias e respectiva descrição, acompanhado de copiosa ilustração.

Paulo Jorge Estrela assina outro pequeno artigo, profusamente ilustrado, sobre Prémios de Empresa II, em aditamento a artigo sobre o mesmo tema publicado no Boletim «Pro Phalaris» # 3.

A rubrica Recensões Bibliográficas inclui artigos sobre duas obras: Anne de CHEFDEBIEN (dir.). De Gaulle et le Mérite. Création d’un Ordre Républicain, Paris, HM éditions, 2013, de José Vicente de Bragança, e Rui Santos VARGAS. Os Pupilos do Exército e as Ordens Honoríficas Portuguesas, Lisboa, Associação dos Pupilos do Exército, 2013, de Humberto Nuno de Oliveira.

O Boletim inclui ainda o anúncio do ‘Call for Papers’ para I Colóquio Internacional A Grande Guerra na Falerística, 21-23 de Novembro de 2014, organizado pela AFP.

No verso da contracapa, na rubrica «Guia de Falerística Portuguesa», uma Ficha sobre a Cruz de Bronze Comemorativa do 60º Aniversário da Cruz Vermelha Portuguesa, com texto trilingue.

Com 36 páginas e ilustração a cores o Boletim inclui ainda a habitual rubrica To Our Members Abroad * Pour Nos Amis du Monde Entier, com Sumários, em Inglês e Francês, em atenção aos nossos associados e amigos estrangeiros.

Na contracapa imagens, da Medalha de Mérito Militar, de 2ª classe e respectivo Diploma.

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A rubrica “Memórias Iconográficas” é dedicada Tenente-General Manuel Pamplona Carneiro Rangel Veloso Barreto de Miranda e Figueiroa (1774-1849), 1º visconde de Beire, veterano das Campanhas do Rossilhão e da Catalunha e da Guerra Peninsular. Este retrato tem interesse acrescido para a história da falerística por exibir a rara Granada do Rossilhão bordada no braço direito.

O Presidente da Direcção, Académico Prof. Doutor Humberto Nuno de Oliveira assina o artigo de fundo – As Condecorações do Corpo Nacional de Escutas no seu 90º Aniversário, profusamente ilustrado.

Comemorando-se o Aniversário da fundação do Movimento Escutista Católico em Portugal, em 29 de Maio de 1923, formando e educando para a vida várias gerações de jovens portugueses, evoca-se brevemente neste artigo a história do Movimento durante nove décadas, e dá-se a conhecer a evolução do sistema de distinções do CNE, que engloba várias recompensas e condecorações, até à actualidade.

No dizer do A. «Apesar de não termos encontrado significativa reflexão conceptual (o que, uma vez mais, é comum em Portugal), o conjunto das condecorações do CNE apresenta uma interessante variedade plástica que lhe concede inegável interesse e que esperamos ter deixado plasmada no presente artigo que é apenas um pequeno contributo no vasto domínio das condecorações escutistas (nacionais e estrangeiras).»

O artigo termina não sem que o A. apresente uma série de pertinentes reflexões e sugestões que propõe sejam acolhidas em futura revisão regulamentar, no que diz respeito a diplomas, utilização de fitas e, precedências, melhorando o respectivo Regulamento na óptica da falerística.

O Académico José Vicente de Bragança assina o artigo sobre As Insígnias de Função dos Oficiais de Armas, na sequência de outro artigo publicado neste Boletim # 5 (2012), pelo Académico Dom Vasco Telles da Gama sobre uma rara insígnia de função dos Reis de Armas em uso desde pelo menos 1851.

O artigo aborda assim as insígnias de função dos Reis de Armas designadamente as que estavam em uso no reinado d’el-Rei Dom José I, descritas em 1755, por Pedro de Sousa – Portugal Rei d’Armas e que hoje se encontram no Museu Nacional dos Coches, constituídas por um colar de prata dourada tendo pendente um ‘medalhão’ com as armas reais, peça datada de 1770-1775, segundo a respectiva ficha museológica. Recorrendo a bibliografia sobre o tema o A. aborda outros testemunhos do uso de insígnias de função pelos Oficiais de Armas, mormente aquando da permanência da Corte no Brasil em várias cerimónias em que eles intervieram. Destaque para a referência à insígnia criada no Rio de Janeiro para uso dos Reis-de-Armas, mas que se crê ser para uso em ocasiões menos solenes. Na cerimónia de aclamação d’el-Rei D. Pedro V – a primeira havida em Portugal após a da rainha D. Maria I, como bem lembrou o ilustre heraldista Miguel Metelo de Seixas – sabe-se que intervieram os Oficiais de Armas sendo porém as fontes omissas quanto às insígnias usadas, tudo levando a crer que tivessem sido as mesmas ou idênticas às em uso no século XVIII.

O Académico Rui Santos Vargas – antigo aluno do Instituto dos Pupilos do Exército – regressa ao tema das condecorações desta prestigiada instituição com um artigo sobre a história da Medalha do Marechal Trompowsky, atribuída ao Instituto, em Março de 2012. Aproveita para elencar os cidadãos e instituições portuguesas condecorados com esta medalha brasileira. O artigo é ilustrado com um retrato do Marechal, reprodução da medalha, de um diploma de agraciamento e foto de duas cerimónias de imposição da medalha.

O Académico Paulo Jorge Estrela – Secretário e Tesoureiro da A.F.P., subscreve um breve, mas interessante artigo sobre uma condecoração – Medalha Individual de Gratidão: Ilha de S. Tomé, 1870, até agora desconhecida, pertencente às riquíssimas reservas do Museu da Marinha. Trata-se da Medalha de Mérito, Filantropia e Bons Serviços da Câmara Municipal de S. Tomé atribuída, em 8170, ao Capitão-Tenente da A.R. Pedro Carlos de Aguiar Craveiro Lopes, Governador de S. Tomé e Príncipe.

No verso da contracapa, na rubrica «Guia de Falerística Portuguesa», uma Ficha sobre a Medalha de Mérito das Comunidades Portuguesas, com texto trilingue.

Com 36 páginas e ilustração a cores o Boletim inclui ainda a habitual rubrica «To Our Members Abroad * Pour Nos Amis du Monde Entier» com Sumários em Inglês e Francês, em atenção aos nossos associados e amigos estrangeiros.

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A rubrica “Memórias Iconográficas” é dedicada neste número ao Marechal Manuel de Oliveira Gomes da Costa (1863-1929), Presidente da República (1926) e que combateu na Flandres, na I Guerra Mundial.

O Académico José Vicente de Bragança assina o artigo de fundo sobre a Colecção D. Manuel de Souza e Holstein Beck, Conde da Póvoa, vendida em leilão, nos dias 19 e 20 de Junho de 2012, pela prestigiada firma leiloeira Palácio do Correio Velho, tendo sido editado um luxuoso e bem ilustrado Catálogo.

Evento com audiência bastante concorrida dada a qualidade e, nalguns casos, raridade das peças postas em leilão e que trouxe a Lisboa reputados colecionadores estrangeiros, mormente de falerística, sendo esta uma oportunidade única para a aquisição de peças de grande raridade e qualidade artística, já que se tratava de ínsígnias-jóias. O artigo comenta e analisa alguns dos lotes mais importantes, num conjunto de 74 insígnias em ouro/prata, com pedras preciosas, datadas dos séculos XVII-XIX, sobretudo da Ordem Militar de Cristo. Também objecto de comentário os retratos régios – importantes fontes iconográficas para o estudo da Falerística – da rainha D. Maria I e do Rei D. João VI, com destaque para o raríssimo retrato, em que el-Rei ostenta a Liga da Ordem da Jarreteira, com que foi agraciado em 1823, em grande parte devido aos esforços diplomáticos do então Marquês de Palmela, Embaixador na Corte de St. James.

Por seu turno, o Secretário e Tesoureiro da A.F.P., Paulo Jorge Estrela, assina um interessante artigo bem ilustrado, sobre a efémera Ordem da Instrução e da Benemerência (1927-1929), que seguidamente seria dividida em duas ordens autónomas – a da Instrução Pública e a da Benemerência (após 1986, Ordem do Mérito). O Autor descreve a ordem e as suas insígnias enriquecendo o artigo com um quadro das concessões feitas no período de vigência da Ordem e com uma lista de alguns notáveis agraciados, nacionais e estrangeiros.

O Presidente da Direcção Prof. Humberto Nuno Oliveira escreve sobre um evento histórico – a recente concessão de Cinco Cruzes de Guerra Colectivas (1ª Classe) a Unidades “Comando” da Guerra de África, profusamente ilustrado com fotografias da cerimónia de imposição das Medalhas aos Guiões das Unidades condecoradas.

No passado dia 29 de Junho, evocando-se cinquenta anos de história ao serviço da Pátria, o Centro de Tropas Comando (CTC) celebrou o seu dia e assinalou a efeméride daquela especialidade, o 50º aniversário dos Comandos. A cerimónia, emocionante e muito participada, foi presidida pelo Presidente da República, comandante supremo das Forças Armadas.

Após evocar as principais etapas da formação das Tropas Comandos no cenário da Guerra de África e os sucessos obtidos, o Autor refere a intervenção do Presidente da República, respigada em grande medida nos textos dos louvores, concedidos em 24 de Novembro de 2011, pelo então Chefe do Estado-Maior do Exército, General “Cmd” José Luís Pinto Ramalho, na qual sublinhou os valorosos actos de bravura e coragem ao serviço da Pátria. Afirmando designadamente, “Durante 12 anos, nove mil homens, integrando várias unidades deste corpo de elite, tiveram um desempenho notável nos teatros de operações de Angola, Moçambique e Guiné, fazendo do militar “comando” um soldado de excepção, exemplo maior de valor militar, valentia em combate, coragem, sangue-frio e serena energia debaixo de fogo”.

A presença de uma delegação da Academia no VI Encontro Europeu de Associações de Falerística, realizado na cidade de Bruxelas e organizado pelos colegas da SKF (Studiekring Faleristiek vzw), nos passados dias 21 a 23 de Setembro é pretexto para um detalhado relatório do Presidente Humberto Nuno de Oliveira sobre o Encontro.

Após descrever e comentar os eventos constantes do Programa, com realce para a visita ao Museu Real das Forças Armadas e História Militar e às conferências realizadas no primeiro dia, o Autor remata, considerando ter o Encontro tido uma organização exemplar, com um elevado número de participantes de vários países, merecendo pois ser considerado um sucesso.

No verso da contracapa, na rubrica «Guia de Falerística Portuguesa», uma Ficha sobre a Medalha de Bom Serviço e Exemplar Comportamento dos Funcionários dos Caminhos de Ferro do Estado, com texto trilingue.

Com 36 páginas e ilustração a cores o Boletim inclui ainda a habitual rubrica «To Our Members Abroad * Pour Nos Amis du Monde Entier» com Sumários em Inglês e Francês, em atenção aos nossos associados e amigos estrangeiros.

A rubrica “Memórias Iconográficas” é dedicada neste número ao Vice –Almirante Hyacinthe Laurent Théophile Aube (1826-1890), da Marinha de Guerra Francesa, em retrato ostentando várias condecorações entre as quais as insígnias de Comendador de Ordem de Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito (1884) e de Cavaleiro da Ordem de Cristo (1857).

O Académico Prof. Humberto Nuno de Oliveira, Presidente da Direcção da A.F.P., assina o Editorial e, é co-autor, com Momo Cvijovic – Curador do Museu de História da Jugoslávia, e o Académico Paulo Jorge Estrela, do artigo de fundo sobre As condecorações portuguesas do Marechal Josip Broz Tito, profusamente ilustrado.

Após um breve historial das inúmeras condecorações, designadamente estrangeiras, recebidas pelo Marechal Tito, os AA debruçam-se sobre as condecorações portuguesas do Marechal e do mistério que as envolve, no que toca às fontes oficiais portuguesas. Após consulta e contactos mantidos com fontes Sérvias, os AA conseguiram porém, esclarecer e provar, que o Marechal Tito recebeu, não uma, mas sim duas altas condecorações portugueses em 1975 e 1978, uma das quais reiteram, continua a ser estranhamente ignorada em Portugal.

Noutro artigo notável, o Académico Tenente-Coronel José Pedroso da Silva escreve sobre O Processo Criativo das Insígnias Honoríficas Açorianas, por ele concebidas, após pedido da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores dirigido ao Gabinete de Heráldica do Exército.

O tema é inédito, revestindo-se do maior interesse, pois não nos lembramos de alguma vez ter lido, com este detalhe, acerca da concepção e dos fundamentos por detrás da criação de uma dada condecoração. Numa linguagem clara e concisa, e nalguns casos pitoresca, o A relata-nos as circunstâncias que rodearam a concepção deste conjunto de insígnias, hoje em vigor na Região Autónoma dos Açores, bem como os fundamentos para a complexa e heraldicamente correcta simbologia sabiamente escolhida. As iluminuras foram da autoria do Académico Mestre José Estevéns Colaço e, as insígnias foram executadas, com rigor e perícia técnica pela prestigiada firma Frederico Costa, Lda.

Por seu turno o Académico vice-presidente Dom Vasco Telles da Gama assina um artigo intitulado Uma Insígnia Única, no qual após historiar sucintamente a Corporação dos Oficiais de Armas, a sua composição e as suas funções, descreve uma rara insígnia de função – a do Rei de Armas Portugal, em uso pelo menos, desde 1851 até 1910. O artigo é acompanhado de uma ilustração desta rara e bela insígnia.

Na rubrica «Recensões Bibliográficas», a primeira, da autoria de José Vicente de Bragança versa sobre o livro do Académico fundador Antonio Prieto Barrio e de Manuel Pérez Rubio, intitulado Condecoraciones Y Distintivos De La División Azul – Compendio legislativo de condecoraciones y distintivos españoles y alemanes, Editorial: Patrocinado por la Fundación División Azul, 2012. O livro merece menção especial, pois os AA, adoptando uma concepção correcta sobre o objecto da Falerística como ciência auxiliar da História, procuram ir mais longe do que é habitual em obras deste tipo, não se limitando à descrição de medalhas e condecorações, sem recurso a fontes primárias e fundamentada em investigação sólida, antes tendo conseguido produzir um estudo exaustivo e fundamentado sobre a temática.

A segunda recensão, da autoria do Académico Prof. Humberto Nuno de Oliveira versa sobre o Catálogo da Exposição, sob a direcção do Professor Jean TULARD, La Berline de Napoléon. Le mystère du butin de Waterloo, Paris, Éditions Albin Michel, 2012, que teve lugar no Museu da Legião de Honra, em Paris. O A. analisa e descreve os temas tratados nos vários capítulos em que se divide este magnífico Catálogo, dando especial realce ao capítulo 2, por o considerar como o mais importante para os estudos doutrinários da Falerística, com três textos, dois de Jean Tullard e outro de Michel Kerautret, todos de leitura obrigatória para os que se interessam pela origem da moderna Falerística. O capítulo 3 dedicado ao Saque de Waterloo, centrado à volta do vasto universo falerístico do Imperador Napoleão I, com descrição das insígnias das Ordens do Imperador e das ordens estrangeiras que lhe foram conferidas e das quais, algumas insígnias foram objecto de pilhagem após a Batalha de Waterloo. O A. refere-se ainda aos estudos de Nicolas Botta-Kouznetzoff (da Société des Amis du Musée de la Légion d’honneur) sobre a Ordem de Santo André, da Rússia, e do Académico José Vicente de Bragança sobre a Banda de Grã-Cruz das Três Ordens Militares portuguesas concedida pelo Príncipe Regente D. João ao Imperador Napoleão I, desfazendo assim, um equívoco há muito estabelecido, sobre a condecoração efectivamente atribuída ao Imperador

No verso da contracapa, na rubrica «Guia de Falerística Portuguesa», uma Ficha sobre a Medalha do Reconhecimento, com traduções em Inglês e Francês.

Com 36 páginas e ilustração a cores o Boletim inclui ainda a habitual rubrica «To Our Members Abroad * Pour Nos Amis du Monde Entier» com Sumários em Inglês e Francês, em atenção aos nossos associados e amigos estrangeiros.