Falerística

A expressão Falerística teve origem na Checoslováquia sendo usada pela primeira vez em 1937, derivando do latim phalerae, uma das muitas distinções de honra criadas pelos Romanos.

O estudo das insígnias das ordens de cavalaria ou de mérito, das medalhas e das condecorações esteve muitos anos englobado na Numismática.

Porém, o desenvolvimento da Numismática e o incremento dos estudos especializados das várias espécies metálicas cujo estudo ela abarcava, levou a que viessem a ganhar autonomia várias áreas de estudo criando-se disciplinas independentes. Assim, surgiram entre outras, a Medalhística e a Falerística.

A Medalhística tem como objecto de estudo as «medalhas», expressão que, porém, tem vários sentidos que importa esclarecer, para não as confundir com as homónimas, que constituem pela sua função distinções honoríficas e que integram o conceito lato de condecoração.

Na Falerística inclui-se pois o estudo das insígnias das antigas ordens – militares, de cavalaria e de mérito fundadas e concedidas sob a monarquia até 1910 -, das medalhas, de campanhas, militares e comemorativas, criadas e concedidas, designadamente desde o fim da Guerra Peninsular até 1910, bem como as criadas pela República e ainda hoje vigentes.

O assunto como se verá não se esgota porém aqui, já que existiram ou existem muitas outras condecorações, civis e militares, com carácter oficial ou não, a par das chamadas insígnias de função.

De tudo um pouco se tentará abordar neste Portal.

José Vicente de Bragança