A Falerística

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1. Introdução

Tradicionalmente o estudo das condecorações fazia parte da Numismática ciência autónoma que possuía por objectivo o estudo das moedas e das medalhas. Porém, o desenvolvimento desta ciência e o incremento dos estudos especializados das várias espécies metálicas que a mesma abarcava levou a que viessem a ganhar autonomia várias áreas de estudo criando-se disciplinas independentes. Assim surgiram entre outras, primeiro a Medalhística e posteriormente a Falerística.

A Medalhística tem como objecto de estudo as «medalhas», expressão que tendo vários sentidos importa esclarecer, para não as confundir com as homónimas, que pela sua função são distinções honoríficas e, que se enquadram no conceito mais lato de condecoração.

Seguindo, os investigadores cubanos Maikel Arista Salado y Hernández e Dr. Avelino Víctor Couceiro y Rodríguez, diríamos que a «medalha» objecto de estudo da Medalhística seria uma «Pieza metálica ostensible sin valor fiduciario, acuñada con algún emblema»[i].

A Falerística por seu turno desenvolveu-se e pretendeu autonomizar-se da ciência-mãe, muito por influência da escola germânica ou a ela ligada, como a checoslovaca e a húngara. E, como nos relata o autor húngaro Attila Pandula, o termo ‘Phaleristik’ terá sido cunhado pelo Dr. Kristian Turnwald e por Oldrĭch Plic, em 1936[ii], derivando do termo latino Phalerae.

Estas eram uma das distinções – dona militaria[iii] – sob a forma de discos metálicos, por vezes esculpidos, de ouro, prata ou bronze, concedidas em Roma para recompensar e honrar a bravura dos militares ou, colectivamente, as Legiões ou as suas subunidades e, que eram usadas, designadamente sobre as couraças, em paradas militares[iv].

2. Definição de conceitos – condecorações

Numa primeira abordagem, a Falerística poderá ser definida como a ciência que se dedica ao estudo, classificação e inventário das condecorações, em sentido lato, embora o termo ainda não seja universalmente aceite e, não conste sequer da maioria dos dicionários., como adiante veremos.

Mas então o que se deve entender por condecoração?

O termo deriva do verbo ‘condecorar’, que por sua vez provém do Latim condecorare (decorar com adornos), sendo usado em múltiplas acepções que importará distinguir[v].

Numa primeira acepção, a palavra é usada como sinónimo de distinção honorífica conferida, geralmente, por órgãos de um Estado soberano ou, por instituições, a quem o direito interno e/ou internacional reconhece competência para o efeito, em recompensa de serviços ou méritos individuais ou colectivos. Nesta acepção do termo condecoração, existem a par das ordens honoríficas ou, de cavalaria, várias medalhas oficiais, quer militares quer civis, bem como os distintivos de mérito.

Numa segunda acepção, o termo é frequentemente usado como sinónimo de insígnia ou medalha – que são os símbolos distintivos que significam pertença a uma ordem ou corporação ou, a outra qualquer agremiação que confira distinções assim simbolizadas ou, a posse de uma dada distinção (vg. as medalhas militares). No caso das ordens honoríficas ou de mérito, das ordens de cavalaria e, das medalhas militares ou civis, as insígnias são o sinal externo que individualizam a distinção honorífica e, dentro destas, no caso das ordens, os respectivos graus e/ou classes.

E, por fim, numa terceira acepção, o termo condecoração significa o acto de condecorar ou a cerimónia de entrega de uma insígnia ou medalha, correspondente a um agraciamento, que pode ser um acto solene ou informal, conforme a natureza da condecoração (usado aqui o termo, na primeira das apontadas acepções).

Para a Falerística, a condecoração poderá pois ser definida, em sentido amplo, como qualquer peça portável, em princípio metálica[vi], que simboliza determinadas honras ou, preeminências, inerentes a uma distinção honorífica.

Também no âmbito da falerística podem-se incluir outras categorias de peças não consideradas como condecorações stricto sensu. É o caso por exemplo, das insígnias de função, desde que de natureza metálica: veja-se, os colares usados pelos Juízes-Conselheiros do Supremo Tribunal de Justiça, do Tribunal Constitucional, pelo Procurador-Geral da República, por Presidentes de Câmaras Municipais e, por Bastonários das Ordens.

Também se enquadram nesta categoria as insígnias que certas instituições – culturais, científicas, académicas, religiosas ou profissionais – conferem aos seus membros ou, como distinção honorífica a não membros e, ainda as distinções de mérito.[vii]

Os pioneiros na adopção do termo em Portugal foram dois dos autores do presente estudo (Oliveira 2005 a; Estrela 2005). Com efeito, Humberto Nuno de Oliveira referindo-se ao âmbito da Falerística, definiu-a como sendo a ciência que estuda «…os sinais de distinção portáveis, visíveis e de reconhecimento…. Fora da

Falerística, ficam então as insígnias e distinções não portáveis e todas aquelas que, ainda que portáveis (como por exemplo armas de honra) se situam para lá do seu âmbito».

3. O objecto da Falerística

Retomando a problemática do objecto da Falerística e do seu estatuto no âmbito das ciências auxiliares da História e, até da sua própria designação, temos porém de reconhecer que o assunto não é pacífico[viii].

Para os mais conservadores, a Falerística não passaria de um ramo do saber incluído na Numismática, de uma subdisciplina da Medalhística, ou, quando muito, de uma ciência autónoma dentro daquela Ciência, ao pretender limitá-la ao estudo das peças metálicas que não sejam moedas.

Nesta linha de pensamento, o Vexilologista argentino, Gustavo Tracchia Piedrabuena por exemplo, escrevendo sobre as relações entre esta ciência e a Falerística, perfilha uma ideia em voga, sobretudo nos países de raiz anglo-saxónica, afirmando[ix]:

«La Falerística no puede ser aún calificada dentro de un simple ámbito de estudio, como en el caso de la Heráldica y Vexilología, cuyos cánones están completamente definidos. En el particular caso de la Vexilología, durante los pasados 50 años, se ha desarrollado y reconocida como una disciplina organizada sobre el estudio sistemático y científico de banderas y afines. La Falerística, no obstante, esta aún en una constante lucha para definir su alcance y profundidad. Asimismo las publicaciones al respecto son limitadas. Muchos ubican a la Falerística dentro de una de las ramas de la Numismática. Otros dentro del Derecho Honorífico»[x] (o sublinhado é nosso).

Referindo-se ao estudo das ordens, Antii Matikkala não deixa de reconhecer que «Efforts have also been made to establish a specific branch of historical scholarship termed ‘phaleristics’, meaning the wider study of not only the orders, but also decorations, medals and so forth. Although considered ‘an awkward word’ by some, it has however, gained some ground[xi]».

Com efeito, sublinha, que autores anglo-saxónicos como Alec A. Purves[xii] e Dermot Morrah[xiii] contestam a generalização do termo ‘Falerística’ como englobando o estudo das ordens de cavalaria ou de mérito. Com efeito, defendem que derivando o mesmo do Latim Phalerae – uma distinção dada em Roma aos legionários que se distinguiam na guerra e que revestia a forma de um medalhão ou disco, como acima se disse – e que não tendo este termo nada ou pouco a ver com as ordens militares fundadas na alta idade média ou, com as ordens de cavalaria seculares, estando pelo contrário mais relacionado com as medalhas militares e outras condecorações surgidas no final do século XVIII e, no dealbar do século XIX, será de excluir da Falerística o estudos das ordens e das suas insígnias[xiv].

No entanto, esta posição não é consensual mesmo no Reino Unido, já que outro eminente falerista Britânico – A. M. MacFarlane, defendeu claramente a adopção do termo Falerística para o estudo e coleccionismo de medalhas e condecorações[xv].

Não deixando de ser verdadeira a asserção, não vemos porém razões válidas para excluir o estudo das insígnias das ordens de cavalaria e de mérito do âmbito da Falerística, à falta de melhor termo, parecendo-nos esta discussão de certo modo estéril. Não possuíam as ordens de cavalaria seculares, o propósito, expresso ou oculto, de ‘condecorar’ ou, pelo menos, reconhecer serviços prestados, com o inerente uso de insígnias?

Um outro grupo de autores considera por seu turno, que a Falerística se deverá restringir ao estudo das insígnias das condecorações ou distinções honoríficas, numa perspectiva mais próxima da Numismática e, onde a História teria um lugar assaz reduzido[xvi].

De acordo com esta corrente, na Falerística o primordial seria a descrição e, a classificação das peças, de acordo com a época de fabrico, metais e/esmaltes, formato, legendas, inscrições, peso, medidas, espessuras, modos de suspensão e respectivas fitas, incluindo o estudo de variantes e tipos e dos fabricantes.

Neste grupo inclui-se um número apreciável dos amadores de falerística que tende pois a valorizar sobremaneira, a vertente coleccionista e a metodologia herdada da Numismática, atribuindo pouca ou nenhuma importância à contextualização histórica, à história social e, até à simbologia.

Finalmente, para um terceiro grupo, a Falerística deverá incluir no seu objecto de estudo, não só todas as peças, em princípio metálicas, consideradas como «condecorações» no sentido amplo do termo, como também tudo o que com elas se relaciona, tais como diplomas e outros documentos, designadamente, iconografia, fotografias, textos legais e, fontes primárias, bem como a sua contextualização, sob pena de continuar reduzida a um ramo ou subdisciplina da Numismática, como sucedeu na origem e, como alguns ainda pretendem[xvii].

Mas para que tal suceda é imperioso que na Falerística se adoptem e generalizem pontos de partida metodológicos inovadores, designadamente na perspectiva da história da cultura, não resumindo o seu objecto ao estudo da origem, descrição, e catalogação de condecorações, seus tipos e variantes ou, à elaboração de listas de condecorados, com ou sem dados biográficos.

Ou seja, no futuro epistemológico da Falerística deve prever-se a sua evolução enquanto disciplina em si, e articular a sua relação não só com a Numismática, mas com as outras ciências sociais, e em particular, com as restantes ciências auxiliares da História. Na verdade, o estudo das condecorações não é exclusivo da Falerística, podendo o tema ser abordado sob outras perspectivas, no âmbito de ciências afins – como a Heráldica e a Vexilologia e, de que é exemplo o estudo acima citado.

O termo tem vindo a ganhar adeptos, designadamente em França, onde vários autores utilizam o termo falerística. Disso é exemplo o conceituado autor Maître André Damien, que sustenta que a Falerística «pourrait être utilisé pour désigner une science nouvelle qui est l’étude, au cours des âges et à travers les différentes régions, des marques de récompense portées publiquement sur le vêtement de celui qui en est le bénéficiaire»[xviii]. Ou, Pierre Rousseau que, no prefácio do seu livro dedicado às «Ordres et Decorations de L’empire Cherifien», afirma «S’il existe plusieurs traités de numismatique chérifienne, aucune étude de phaléristique chérifienne n’a jamais été réalisée jusqu’à présent»[xix]. Esta obra valeu aliás ao autor, a concessão, em 2006, do Prémio de Falerística – Prix du “Bailli comte Josserand de Saint-Priest, d’Urgel, pela «Académie des Sciences Morales et Politiques» do Instituto de França[xx].

A Sociéte d’histoire des Ordres et Décorations, apadrinhada pelo Institut Napoléon e, que tem por fins «… de promouvoir, sous l’angle scientifique, l’histoire des ordres et décorations en France et à l’étranger par la recherche, le traitement et le commentaire de sources, la mise en relation de centres documentaires et scientifiques existants et la publication d’une revue et d’ouvrages spécialisés», publica desde 2000, uma revista designada «La phalère : Revue européenne d’histoire des ordres et décorations».

Também, a Société des Amis du Musée de la Légion d’honneur publica um Boletim que «… propose des articles sur différents aspects de la phaléristique, sur la vie du musée, ainsi que les comptes rendus des assemblées générales»[xxi].

Nos Catálogos das Bases de Dados do Portal Joconde, o termo Falerística é definido como «Etude des ordres, décorations, médailles et insignes de distinction remis à une personne physique ou morale en récompense d’un mérite ou d’un service»[xxii]..

De referir igualmente que, em 2009, teve lugar em Praga, durante a Presidência do Conselho da União Europeia, pela República Checa, uma grande Exposição denominada The Beauty of European Phaleristics – European Union Member States and their Orders[xxiii].

Em Portugal, após a fundação da Academia Falerística de Portugal em 2008, o termo tem vindo a concitar adeptos, de que é exemplo, a alteração da designação da Secção de Genealogia e Heráldica, da prestigiada Sociedade de Geografia de Lisboa, para Secção de Genealogia, Heráldica e Falerística, a qual tem vindo a promover várias actividades relacionadas com a Falerística, designadamente os Seminários Internacionais de Falerística.

3.1. Falerística e Emblemática

Numa abordagem inovadora, o já citado autor cubano Maikel Arista-Salado chamou recentemente a atenção para o facto de o estudo das condecorações ter alcançado, no seu desenvolvimento, três dimensões: uma antropológica, outra jurídica e, finalmente, a simbólica, considerando que é nesta última que se filia a Falerística[xxiv]. Daí, alguns autores enquadrarem o estudo das insígnias, medalhas e condecorações em geral, naquilo a que preferem chamar a Emblemática[xxv].

No entanto, tal filiação não se nos afigura inteiramente feliz já que a Emblemática é um termo genérico estreitamente associado à renovação dos estudos de Heráldica e, a elementos semiológicos identitários – signos – como são os emblemas proto-heráldicos, as divisas e, a emblemática religiosa ou devocional[xxvi].

O termo terá obtido consagração no decurso do I Congresso Internacional de Emblemática, celebrado em Zaragoza, em Dezembro de 1999[xxvii].Deve-se a Szabolcs de Vajay – o eminente historiador, heraldista e genealogista, de origem Húngara – a definição do âmbito desta nova ciência, nas conclusões do Congresso, baseando-se no facto das tradicionalmente consideradas como ciências auxiliares da História – a genealogia, a heráldica e a sigilografia – constituírem «…uma vastíssima gama de saberes e de conhecimentos relativos ao diversificado mundo das relações entre estrutura e símbolos. Fenómeno cujo estudo conjunto não tinha encontrado ainda uma denominação própria e que hoje já tem: A Emblemática».

Segundo Szabolcs de Vajay, «perfilou-se assim um novo sector científico global. Já não se trata de algo auxiliar da História, mas de ciências de apoio à História, a irmã mais velha na perspectiva de globalização do estudo dos comportamentos. Ao trio clássico já referido agregaram-se vários outros temas de investigação, até ora separados, e até menosprezados: vexilologia, onomástica, falerística, cerimonial, braquigrafia e outros. Vinculados em maior ou menor grau à semiologia – a percepçao directa por impressão sem necessidade de palavras – e com uma mais ampla perspectiva baptizada em Zaragoza com um nome mais globalizante: A Emblemática [xxviii]».

No entanto, mesmo em Espanha, o termo está longe de ser unívoco já que por exemplo a Revista Imago, editada pela Sociedad Española de Emblemática, com o patrocínio da Universidade de Valência, é definida como «… un espacio editorial de ámbito internacional como exponente del estudio de la Emblemática y de la Cultura visual. Atiende, especialmente, a aquellas manifestaciones de la Edad Moderna fundadas en la retórica verbo-visual, las cuales constituyen una fuente para la Historia de la Cultura»[xxix].

O seu VIII Congresso, realizado em Setembro de 2011, na Universidade Complutense de Madrid, teve por tema “Palabras, símbolos, emblemas. Las estructuras gráficas de la representacióne, mais recentemente em Setembro do corrente ano, o IX Congresso, Malága, teve por tema “Confluencia de la imagen y la palabra. Emblemática y artificio retórico”.

Mas, mesmo aceitando a Emblemática como ciência, que englobaria as tradicionalmente consideradas como ciências auxiliares da História, estas não perdem a sua autonomia enquanto ramos do saber. Daí que, confundir ou diluir a Falerística na Emblemática, nos pareça científicamente inapropriado.

O aparecimento entre nós, cremos, que em data recente, de uma Sociedade Portuguesa de Emblemática que na sua presença na Internet “mistura” Falerística, Heráldica, Vexilologia e Ex-librística, adensa, ainda mais, as nossas dúvidas quanto ao termo[xxx].

3.2. Falerística e Direito Premial

Oportuno se afigura igualmente mencionar a relação entre a Falerística e o chamado Direito Premial, conceito caro a alguns autores espanhóis e latino-americanos, mormente ao Coronel Doutor Fernando García-Mercadal, e que tem por objecto o estudo do acto jurídico que envolve a concessão de condecorações e os seus efeitos[xxxi].

Porém, para o autor citado, enquanto o Direito Premial estaria «… preocupado por el acto de concesión de honores y sus efectos jurídicos», a Falerística seria caracterizada como termo «… que hace referencia al coleccionismo de las insignias y preseas en que se materializan las condecoraciones, así como a su clasificación e inventario», mais uma vez parecendo reduzindo a Falerística, a uma subdisciplina da Numismática[xxxii].

Pelo contrário, a concepção que defendemos tem vindo a ganhar adeptos em Espanha, de que é exemplo Daniel Jesús García Riol que em recente entrevista afirmou:

La Falerística se ocupa del análisis, descripción y estudio de las medallas, órdenes y condecoraciones; entendidas éstas desde una perspectiva histórica, estética, material y personal. Ahonda en el apasionante mundo de los honores y recompensas que, desde la más remota antigüedad, han servido para singularizar a aquellas personas que se han hecho acreedoras del reconocimiento general expresado en una pieza física que, por sí misma, era capaz de emanar un prestigio social indiscutible”[xxxiii].

4. Conclusão

Pretender pois, reduzir a Falerística ao estudo e classificação das condecorações, enquanto espécies metálicas, não só é redutor, como implica um recuo nas tentativas que têm sido feitas sobretudo, pelas escolas alemã, austríaca, húngara, eslovaca e checa, para autonomizar a Falerística enquanto ciência.

A Falerística deve assentar assim, em nosso entender, numa metodologia científica de pesquisa, designadamente histórica, com definição clara de objectivos e o recurso sistemático a fontes documentais, sob vários suportes, desde o iconográfico (desenhos, pinturas, gravuras, mapas, esculturas), ao escrito (livros, cartas, diários, publicações periódicas, memórias, diplomas) e ao monumental.

Porém, importa reconhecer que, tal como na Numismática, a Falerística tem sido impulsionada mais pelo interesse dos coleccionadores em identificarem, catalogarem, classificarem e avaliarem as peças das suas colecções, do que pelos historiadores e outros investigadores.

E isto, mesmo sabendo que o conhecimento da Falerística pode constituir um valioso contributo para a identificação, e/ou datação de peças, designadamente, iconográficas.

José Vicente Pinheiro de Melo de Bragança

Caparica, Novembro de 2016

 

Notas:

[i] Medallas, Condecoraciones y Derecho Honorífico, in «Plus Ultra: Simbologia Cubana» Blog; Maikel Arista Salado y Hernández. Estudio mínimo de Falerística cubana y otras piezas ostensibles, y Aproximaciones al Derecho Honorífico cubano. Inéditos. 2005.

[ii] ‘cf.‘Orden und Auszeichnungen’, 1990, 16, citado por Antii Matikkala, The Orders of Knighthood and the Formation of the British Honours System (1660-1760), London, Woodbridge, The Boydell Press, 2008; e, Lobkowicz, František. Encyklopedie řádů a vyznamenání. Praha, Libri, 1995; Měřička, Václav. Das Buch der Orden und Auszeichnungen. Hanau /M. Hanau / M., Verlag Werner Dausien, 1990.

[iii] Cf. livro de referência sôbre a matéria de Maxfield, Valerie A. The Military Decorations of the Roman Army. Berkeley, University of California Press, 1981 e¸ Oliveira, Humberto Nuno de. Os Conceitos de Guerra e Vitória em Roma. Lusíada-História, série II, nº 2, pp. 13-45.

[iv] Segundo o historiador Tácito “In front of the eagles marched the prefects of the camp, the tribunes and the centurions of the first rank, all dressed in white, the other centurions marched with their respective centuries, bearing their arms proudly and showing their decorations, as for other ranks they sparkled with phalerae and neck torcs” Tacitus, Hist II.49; cf. ainda André Charles Borné. Distinctions honorifiques de la Belgique 1830-1985, Bruxelles, N. Servais, pp. 5-6.

[v] Cf. Luís d’Orey Pereira Coutinho, verbete «Condecoração», in Enciclopédia Luso-Brasileira da Cultura, Vol. V, Lisboa, Verbo Editora, 1967, pp. 1262 – 1263; Claude Ducourtial, Ordres et Décorations, 2ª Ed., P.U.F., Paris, 1968, pp. 5-7; A. C. Borné, op. cit., p. 12.

[vi] Houve, sobretudo no passado, distinções honoríficas que assumiram formas não metálicas, designadamente, placas bordadas de ordens de cavalaria e de mérito predominantes até à segunda década do séc. XIX ou, simples distintivos bordados de que é exemplo a Granada do Rossilhão.

[vii] Normalmente em metal, mas também por vezes noutros suportes.

[viii] Por exemplo, Anne Chefdebien – autora e distinta Conservadora do Museu Nacional da Legião de Honra – para quem a falerística é ainda um «… mot un peu pompeux dédié à la science des decorations», in La création de l’ordre des Arts et des Lettres et les autres ordres ministérielles, «Un demi-siècle en honneur des « Arts et des Lettres », (Mollier, Pierre (dir.), Société d’histoire des ordres et décorations, Paris, 2009, p. 21.

[ix] Cf. Recensão in Boletim «Pro Phalaris», # 4, [2011], Lisboa, Academia Falerística de Portugal, p. 25.

[x] Porém, termina reconhecendo que considera a Falerística «… como un estudio que ha sido tal vez descuidado, aunque sin embargo, una importante fuente de investigación en el ámbito de la Heráldica, de la Vexilología y también de la Genealogía», in Las Medallas, Condecoraciones y Banderas, in Revista “Trastámara”, nº 1 (enero-junio 2008), objecto de recensão no Boletim «Pro Phalaris», nº 3, 2011 cf. (http://www.everyoneweb.es/WA/DataFilestrastamara/R1_4_Tracchia.pdf.)

[xi] Ibidem, p. 16.

[xii] Criticando a adopção do termo, Alec A. Purves, sustenta que o mesmo «is certainly not used in Britain. One must admit that it is convenient to have a single word to express what must otherwise be described in several, but it is great pity that a more euphonius name could not habe been contrived, rather than one which is both ugly and liable to unfortunate misunderstanding», in Editor’s Preface, in Václav Měřička, The Book of Orders and Decorations, ed. Alec. A. Purves, London, 1975, p. 9.

[xiii] Dermot Morrah – Heraldo Extraordinário Arundel, sublinhou, que «To this idea of ‘decoration’ the original idea of «order» stands in diametrical contrast»», in Editor’s Preface, in Václav Měřička, Orders and Decorations, ed. By Dermot Morrah (London, 1967), pp. 5-6.

[xiv] Cf. Alec A. Purves. Phaleristics? Ugh!, in «Journal of the Orders and Medals Research Society», 1 (1976), p. 6.

[xv] Down with Numismatica! A New Name for our Hobby, in «Journal of the Orders and Medals Research Society», 2 (1981), pp. 86-87.

[xvi] Cf. Alexander J. Laslo. A Glossary of Terms Used in Phaleristics: The Science , Study, and Collecting of Insignia of Orders, and Medals, Albuquerque, 1995.

[xvii] Para uma discussão sobre o objecto da Falerística, predominantemente em alemão, cf. Kurt-Gerhard; Klietmann. Ordenskunde – Phaleristik – Orders and Medals, in OMJ / BDOS 37, 1980, pp. 159-150; Václav Mericka / Gerd M. Schulz. Pro & Contra. Phaleristik, in «INFO – Interessante Nachrichten fur Ordenskundler, Mitteilungen vom Freundes und Forderkreis Deutsches Ordensmuseum (FDOM), e.V.», Munchen, 10 (1980), p. 16; Attila Pandula. Falerisztika. Phaleristik, in Szerkesztette, Kállay István. «A történelem segédtudományai», Budapest, 1986, pp. 194-215; G. A. Tammann / A. Pandula / H. Seis / S. Zimmermann / K. H. Feder / U. Bretzendorfer / R. Linke, R. Das Dritte und Vierte Gunzenhäuser Phaleristik – Symposium. Offenbach 2000; Helmut-Theobald Müller. Phaleristik. Eine Weiterentwicklung der Definition, «Zeitschrift der Österreichischen Geselchaft fur Ordenskunde», 67, #8, 2007, p. 31; Eckart Henning / Dietrich Herfurth.. Orden & Ehrenzeichen. Handbuch der Phaleristik, Böhlau-Verlag Gmbh, 2010; e, Jeannine Jacobs. Numismatiek en Phaleristiek, in MEDEC – Cercle Historique de collectionneurs de décorations et médailles, # 92, 2007.

[xviii] Cf. Le grand livre des Ordres de Chevalerie et des Décorations, Solar, 1991 e, Postfácio, in «Un demi-siècle en honneur des « Arts et des Lettres », (Mollier, Pierre (dir.), Société d’histoire des ordres et décorations, Paris, 2009, p. 85.

[xix] Cf. Ordres et Decorations de L’empire Cherifien. Au Temps Du Protectorat Français Au Maroc 1912 – 1956, Versailles, Mémoires et Documents, 2005.

[xx] Cf. http://www.asmp.fr/prix_fondations/fiches_prix/bailli_saintpriest.htm

[xxi] Cf. http://www.amis-musee-legiondhonneur.fr/son-bulletin/

[xxii] Cf. Joconde Portal das Colecções dos Museus de França em ‘Liste, Definition et Usage des Termes (septembre 2003)’ http://www.culture.gouv.fr/documentation/joconde/fr/partenaires/AIDEMUSEES/def-domn.pdf

[xxiii] Cf. http://faleristika.vlada.cz/images/katalog_dvojjazyk.pdf

[xxiv] Maikel Arista-Salado. Condecoraciones cubanas: Teoría e Historia, Trafford Publishing, 2010.

[xxv] Cf. Por exemplo, António Miguel Trigueiros in obras citadas na Bibliografia infra. No entanto, este autor parece aceitar hoje o termo Falerística, ao reputar o termo como «nome já consagrado internacionalmente, para designar uma disciplina das ciências da História, que estuda as insígnias das antigas Ordens Militares, das Ordens Honoríficas e de Mérito, das Condecorações civis, militares e corporativas, e as insígnias de instituições colectivas» e, considerar a Emblemática como «a expressão visual da Falerística». (http://www.estudosdenumismatica.org/docs/index.php?idConteudo=2224acessado em 20 de Outubro de 2015).

[xxvi] Cf. Laurent Hablot, para quem «L’héraldique, science de l’étude des armoiries, reste très étroitement liée aux systèmes de signes qui se sont développés sur ses marges et que l’on peut qualifier du terme générique d’emblématique. Ces deux sciences, souvent complémentaires, méritent toutefois une analyse distincte», cf. La Emblématique, http://www.menestrel.fr/spip.php?rubrique1660&lang=fr (consultada, em 4.11.2103)

[xxvii] Actas do I Congresso Internacional de Emblemática, 3 vols., Zaragoza, 2004.

[xxviii] cf. «Consideraciones sobre una nueva ciência: La Emblemática», Boletín de la Real Academia Matritense de Heráldica y  Genealogía, 34, (2000), pp. 16-17; Jaime de Salazar y Acha, Manual de Genealogía española, Madrid, Eds. Hidalguia, 2006, pp. 38-42; cf. Emblemata, Revista Aragonesa de Emblemática, publicada pela Institución «Fernando el Católico, em http://ifc.dpz.es/publicaciones/biblioteca2/id/6.

[xxix] Cf. http://ojs.uv.es/index.php/IMAGO

[xxx] Cf.  https://www.facebook.com/pages/Sociedade-Portuguesa-de-Emblem%C3%A1tica/461583997222829

[xxxi] Cf. o notável estudo do Coronel Doutor Fernando García-Mercadal y García Loygorri. Penas, Distinciones y Recompensas: Nuevas Reflexiones en Torno al Derecho Premial. Penas, Distinciones y Recompensas: Nuevas Reflexiones en Torno al Derecho Premial, in «Emblemeta:Revista Aragonesa de Emblemática», Zaragoza, Institución «Fernando el Católico», #16, (2010), pp. 205-235 (http://ifc.dpz.es/recursos/publicaciones/30/55/10garciamercadal.pdf); e, Fernando García-Mercadal / Don Alfonso de Ceballos-Escalera. Las Órdenes y Condecoraciones del Reino de España, 2ª ed., Madrid, BOE // CEPC, 2003, pp. 25-48; igualmente interessante a nova abordagem num estudo do direito premial na perspectiva económica, Thomas Baumert y Francisco J. Roldán, Sobre la Exteriorización del Mérito: Una Análisis Económico del Derecho Premial Español. Documento de Trabajo, # 11,Marzo de 2011, Instituto Jovellanos, Universidad Católica de Valência (https://www.ucv.es/jovellanos/documentos/DT_Jovellanos_11.pdf)

[xxxii] Cf. Conferência “Incentivos honoríficos y sociedad democrática: reflexiones en torno al llamado Derecho Premial”, (http://ramhg.es/index.php/the-news/noticias-de-la-academia/330-conferencia-del-coronel-fernando-garcia-mercadal-sobre-el-derecho-premial) proferida na Real Academia de Jurisprudencia y Legislación, em 31 de Janeiro de 2013 (consultada em 31 de Julho de 2103).

[xxxiii] Cf. Revista HRM, nº 2, Outubro 2012, p. 66 em http://www.historiareimilitaris.com/bvirtual/HRM2/HRM2.html#/65/zoomed (consultado em 30 de Junho de 2013).