Guerra Peninsular

Neste grupo – o único que obedece a um período concreto da História de Portugal – além de marcar a génese da actual prática de concessão de condecorações vai albergar todas as distinções, que não Insígnias de Ordens, criadas em consequência das guerras directamente resultantes da Revolução Francesa – como o caso da Campanha da Catalunha e do Rossilhão (1793-95) e que, no caso Português, irá começar em 1807 (com a invasão franco-espanhola) e durará até 1814, quando da travessia da fronteira Pirenaica, com a expulsão da forças francesas da Península Ibérica, após anos de campanha, e que na nossa Historiografia (assim como na Anglo-Saxónica) damos o nome de Guerra Peninsular; no caso de Espanha, este mesmo período de conflito, primeiro como aliados e depois como inimigos viscerais dos franceses, é dado o nome de Guerra da Independência.   

No caso da Falerística Portuguesa deste período, teremos que dividir as condecorações então criadas e concedidas em dois outros grupos:   

Numa primeira fase, temos aquelas Insígnias criadas ou sancionadas pela Junta Governativa do Reino, e nas quais podemos incluir as referentes ao Batalhão Académico de Coimbra; as dos Corpos de Eclesiásticos de Coimbra e do Porto; os Laços de Distinção para premiar a sublevação nacional, entre outras. Referência ainda à chamada Medalha da Restauração de Olhão, que embora criada na Corte do Rio de Janeiro, destinou-se a premiar uma situação muito concreta dessa época de revolta popular.   

Numa segunda fase, e já quando a guerra terminara e havia que premiar os militares (Oficiais e Praças) que tantos sacrifícios haviam tido e ao longo de tantos anos de campanha, foram estabelecidas das condecorações oficiais referentes às campanhas da Guerra Peninsular. Não se destinaram somente a premiar os militares portugueses já que todos os Oficiais britânicos (e do Hanôver) que estiveram a soldo do Exército Português, e que preenchiam os requisitos do seu rigoroso Regulamento, também as receberam.   

Um pouco mais tarde, também os Civis equiparados do Exército Português (incluindo britânicos) tiveram direito, também, a uma medalha específica para os distinguir.   

Em geral, e não obstante as imensas variantes e circunstâncias especiais, as condecorações oficiais das Campanhas da Guerra Peninsular são:   

A Medalha de Comando, a Cruz de Condecoração para Oficiais, a Cruz de Condecoração para Praças e as duas Medalhas para Civis (superiores e inferiores) do Exército.   

    

Medalhas de Comando da GP – Esquema de 1 a 12 acções Infograma digital

  

   

Medalha de Comando da GP “5”  Reverso

 

   

Cruz de Condecoração para Oficiais, “6” anos  Reverso 
Cruz de Condecoração da GP para Oficiais,”2″, Prata   Reverso
Cruz de Condecoração da GP para Praças   Reverso
Cruz de Condecoração da GP para Oficiais, “6” anos,fab. Inglês
Medalha da GP para Civis “Superiores”, 4 anos (Fita «realista»)   Reverso
Medalha da GP para Civis “Superiores”, 4 anos (Fita «liberal»)   Reverso

Medalha da GP para civis “Inferiores”  

Bibliografia:   

Paulo Jorge Estrela. «Ordens e Condecorações Portuguesas 1793-1824», Lisboa, Tribuna da História, 2008, pp. 94-137