Medalhas Comemorativas

Habitualmente, este é o grupo de medalhas mais populares entre os coleccionadores de todo o mundo, já que além de serem muito enriquecedores em termos de contexto histórico, não costumam ter preços proibitivos, pois, regra geral, são concedidas em maior quantidade.

Maioritariamente são representadas por medalhas ditas militares, que no entanto, comemoram a participação de indivíduos em determinadas acções bélicas. Mas há excepções, como é o caso da chamada Medalha da Febre-Amarela, que notoriamente é uma medalha comemorativa civil.

Neste grupo, podemos ainda dividir as medalhas em dois tipos: um primeiro que engloba o tipo de medalha a que atrás nos referimos, e nos quais incluímos o que consideramos ser a primeira após a Guerra Peninsular: a Cruz e a Estrela das Campanhas de Montevideu.

Ainda neste grupo temos a Medalha da Restauração dos Direitos da Realeza (Medalha da Vila Francada) e a sua “irmã”, a Medalha da Divisão Transmontana; a Medalha da Divisão Auxiliar a Espanha (Guerra Carlista, de 1835-37), a Medalha D. Pedro V (Campanha de Angola, em 1860), a Medalha D. Pedro e D. Maria (Guerra Civil, de 1826-1834) e ainda a Medalha da Rainha D. Amélia com as suas inúmeras variantes/campanhas do Império Português e as suas directas sucessoras: a Medalha Comemorativa das Campanhas das Forças Armadas e a Medalha Comemorativa das Comissões de serviço Especiais, que actualmente distinguem aqueles destacados em missões de paz e humanitárias em todo o mundo, inseridos em forças multinacionais.

Também a internacionalmente famosa Medalha da Vitória, simultaneamente criada em 13 nações aliadas após o fim da Grande Guerra, e de que existe uma medalha portuguesa, insere-se neste grupo. O mesmo acontece com a Medalha Naval comemorativa dos 500 anos da morte do Infante D. Henrique, criadas em 1960.

Num segundo grupo de medalhas comemorativas temos ainda aquelas destinadas a reconhecer, de uma forma visível, certas situações especiais que ocorreram com determinado indivíduo. É o caso da Medalha dos Mutilados e Estropiados em campanha, e que desde do Regulamento de 2002, é, estranhamente, chamada de Medalha comemorativa de Ferimentos em combate; a Medalha comemorativa dos Promovidos por Distinção e ainda a Medalha de Reconhecimento, destinada a honrar aqueles sujeitos às agruras do cativeiro em tempo de conflito e que foram considerados Prisioneiros de Guerra.

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Medalhas Comemorativas III Medalhas Comemorativas IV (brevemente)